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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Ò BLOCO !


Já sei que a pergunta é maluca, não tem razão de ser, nem ponta por onde se lhe pegue. Já sei que me vais chamar de parvo de estúpido mas deu-me vontade de perguntar !
Ò BLOCO ! andam-me cá a bailar umas coisas na cabecinha !
Em quem votarias tu se estivesses em França ?
AG

Lançado primeiro serviço de ambulância para socorro animal



O SOS PET estará disponível já a partir do mês de maio




O primeiro serviço 24 horas de ambulância do país que pretende transportar animais em situação de emergência será lançado no sábado, na Feira Animal, informou esta quarta-feira a Câmara Municipal de Oeiras, em comunicado.

Segundo a nota, Oeiras é o primeiro concelho do país a ter um protocolo com os bombeiros para disponibilizar um serviço 24 horas de ambulância para transportar animais em situação de emergência.

O novo serviço, chamado SOS PET, de acordo com o comunicado, estará "disponível para todos os centros de atendimento médico-veterinários do concelho, seus clientes e restantes munícipes de quatro patas".

O SOS PET será apresentado na manhã do próximo sábado, na Feira Animal, que decorrerá no Jardim Municipal de Oeiras.

O serviço, segundo a nota da Câmara de Oeiras, atenderá variados casos de emergência, "designadamente animais atropelados" e também a "deslocação às clínicas veterinárias dos animais de companhia caso os donos não tenham disponibilidade/capacidade de se deslocar pelos próprios meios".

"O veículo do SOS PET foi cedido pela autarquia e será gerido e operado pela referida corporação de bombeiros, nomeadamente por pessoal formado especificamente para o transporte de animais. Refira-se que, doze bombeiros tiraram o curso de primeiros socorros caninos numa empresa da especialidade veterinária com certificado internacional", referiu a nota.

Este novo serviço, de acordo com o comunicado, "inclui-se no âmbito da política de bem-estar animal do município, que entende que deve contribuir também para a promoção dos cuidados veterinários e dos cuidados de saúde primários".

O SOS PET estará disponível já a partir do mês de maio, acessível 24 horas por dia, através da linha de emergência dos Bombeiros Voluntários do Dafundo (21 419 60 84).



www.jn.pt

Joana não plagiou

A JOANA DIZ QUE NÃO PLAGIOU O TERÇO E DIZ QUE O DELA PESA MAIS DE 550 KG É ILUMINADO ETC ETC E O OUTRO BRASILEIRO É DE RELES ESFEROVITE É MUITO MAIS PEQUENINO E PESA 5O KG.
CLARO QUE A JOANA NÃO PLAGIOU !
FEZ O TERÇO À SUA IMAGEM "DA PESADA" O OUTRO BRASILEIRO É UM MAGRICELAS :) :)

Com os meus botões


Chegamos por vezes ainda que temporariamente a certos momentos na vida onde pouco ou muito pouco nos cativa, nos preenche e faz feliz.

À parte os afectos da família e alguns amigo(a)s, quando damos por nós estamos a fazer comparações com os momentos bons que já vivemos e que hoje poderiam ser iguais ou melhores não fossem as pessoas desperdiçá-los, deturpando o verdadeiro sentido da vida que é viver em sociedade em amena paz e solidariedade.

Quem não aproveita as oportunidades para melhorar o social mais tarde colhe o egoísmo, a indiferença, a frieza em todo o tipo de relações.

António Garrochinho

lá como cá


embirrice


nã goste nada daquela fulana
que tem na cara manchas, espinhas
e do chêro que dela emana
que más parece óilo de fritar sardinhas
nã goste dela nem à lei da bala
dos mexeriques, do que ela fala
da manêra como se comporta
está sempre fula, sempre zangada
desdenhosa e malcriada
e têmosa que nem uma porca
nã goste dela e por aqui fico
vô-lhe dezêr do fêo do bonito
qualquer dia d´hoje em dia
vou-lhe gritar mêmo nas ventas
as mêmas côsas nojentas
e ôtras más lhe diria


António Garrochinho

CUIDADO COM ESTE GANCHO NOS HOTÉIS



Têm sido vistos e conhecidos bastantes casos de invasão de privacidade, devido a hackers que roubam imagens e informações pessoais, não só a celebridades como a civis.



Recentemente, uma jovem foi vítima de uma violação de privacidade extrema, devido a um aparelho escondido. Ela não quer que aconteça a mais ninguém e decidiu contar a sua história ao mundo.

A mulher é uma engenheira e trabalha numa plataforma petrolífera. No dormitório, ela reparou num gancho de roupa preso à parede. Mas quando observou melhor descobriu algo muito chocante…

O gancho era na verdade uma câmara oculta, que gravava todo o seu dia-a-dia. Ela ficou devastada e numa entrevista à CNN disse: “Todos os dias, a ansiedade e o medo de acordar e pensar que a gravação podia estar online é algo assustador”.

Abaixo mostramos como funcionam esses dispositivos, para que os possas identificar quando fores a um hotel, por exemplo. Se vires algo parecido, não hesites em chamar a polícia. As pessoas às vezes não sabem que este crime é muito sério e deve ser denunciado.

Partilha com todas as pessoas que conheces, para impedir que estes crimes aconteçam!

VÍDEO

www.worldnoticias.com

cultura


A comissão negociadora sindical liderada pela Fiequimetal chegou a acordo com a administração do Grupo REN para uma actualização salarial de 1,3 por cento, com efeitos a 1 de Janeiro passado.

Aquele valor aplica-se a todas as matérias de expressão pecuniária, refere-se num comunicado aos trabalhadores.
Os valores actualizados e retroactivos serão processados com os salários de Maio.
Será atribuído um «prémio de produtividade», no valor de 200 euros, a todos os trabalhadores no activo na data do acordo e que tenham seis meses ou mais de trabalho, no ano de 2016, e avaliação igual ou superior a «adequado». Nos mesmos moldes de anos anteriores, a empresa irá proceder a uma «distribuição de resultados» pelos trabalhadores.
Por negociar
Ficou acordado que se iria realizar uma reunião de negociação para tratar dos problemas inerentes aos turnos e à famigerada «mudança de faixa», que tanto tem prejudicado os trabalhadores abrangidos por estes regimes especiais de trabalho.
Na reunião de negociações, que se realizou a 27 de Abril, a CNS/Fiequimetal defendeu o aumento do subsídio de transporte que alguns trabalhadores auferem. O seu valor já não é alterado há alguns anos e o preço dos combustíveis, ao qual era referenciado, sofreu um grande aumento.
A comissão negociadora da REN respondeu que esse subsídio não é parte integrante do ACT, pelo que não poderia ser incluído nestas negociações.
A comissão negociadora sindical liderada pela Fiequimetal chegou a acordo com a administração do Grupo REN para uma actualização salarial de 1,3 por cento, com efeitos a 1 de Janeiro passado. Aquele valor aplica-se a todas as…
CGTP.PT

DEBATE ENTRE MACRON E LE PEN NÃO AGRADOU AOS PARISIENSES MAS NÃO MUDARÁ O RESULTADO DAS ELEIÇÕES


Os meios de comunicação e os moradores da capital francesa reagem ao debate entre Marine Le Pen e Emmanuel Macron antes das eleições presidenciais no próximo domingo.
A natureza algo agressiva do frente a frente parece não ter agradado os eleitores parisienses:“Foi relativamente dececionante, foi um debate de baixo nível, algo nada bom antes da segunda volta, houve insultos e pouco conteúdo. Foi uma batalha um contra o outro. Francamente eu esperava melhor”; “Foi repetitivo, uma troca de insultos, não vai mudar para o resultado das eleições”; “Foi um debate acalorado e é por isso que eu desliguei. A agressividade é algo que me incomoda.”
Apesar das críticas, especialistas, jornalistas e várias pessoas inquiridas consideram que Macron saiu vencedor do debate.

VÍDEO

video



pt.euronews.com

A bandeira do petróleo



A BANDEIRA DO PETRÓLEO QUE JUNTAMENTE COM O ARMAMENTO DOMINA O MUNDO

VÍDEO


ESTOU A MASTIGAR O APOIO DE OBAMA A MACRON E AQUI DEIXO AS PRIMEIRAS CONSIDERAÇÕES.


NÃO SOU FRANCÊS, NEM LUSO DESCENDENTE E MESMO QUE FOSSE E TIVESSE DIREITO A VOTO NÃO VOTARIA EM MACRON QUANTO MAIS NA MARINE LE PEN..

TUDO ISTO PARA DIZER QUE ESTE APOIO MANIFESTADO PELO BARACK OBAMA A MACRON PODERÁ TER MUITAS INTERPRETAÇÕES.

PARA UNS PODERÁ SIGNIFICAR QUE NUMA VITÓRIA DE MACRON OS COMENTADEIROS AO SERVIÇO DO CAPITALISMO IRÃO "PEDIR" AOS SEUS SEGUIDORES QUE AGRADEÇAM AOS EUA E NOMEADAMENTE À FIGURA DO EX PRESIDENTE A AJUDA QUE DEU AO CANDIDATO FRANCÊS E COMO TAL SE DOBREM AOS CONSELHOS E AOS INTERESSES DO IMPERIALISMO AMERICANO.

OU SEJA : DE MANEIRA NADA DISSIMULADA OS YANQUES JÁ METEM O BEDELHO NAS ELEIÇÕES FRANCESAS NAS FRANCESAS E EM TODO O MUNDO, COISA JÁ ANTIGA E QUE NÃO É NOVIDADE PARA NINGUÉM .

CASO NA SEGUNDA VOLTA HOUVESSE UM CANDIDATO DE ESQUERDA A QUEM DARIA OBAMA O SEU APOIO ?

QUEM VOTA MACRON, VOTARÁ AMANHÁ EM LE PEN.

António Garrochinho

5 tradições algarvias do 1 de Maio


O dia 1 de Maio é mundialmente conhecido por ser o Dia do Trabalhador. É um dos mais celebrados a nível mundial e a data provém de dois factores: a correspondência com o protesto nas ruas de trabalhadores de Chicago (Estados Unidos da América), em 1886, e por ser também o dia cristão de São José Operário, santo padroeiro dos trabalhadores. Mas no Algarve, a tradição de festejar o primeiro dia do quinto mês do ano já vem de tempos remotos e apresenta diversas manifestações. Entre no espírito e comece o Maio em festa!
Maios ou Maias
Uma das tradições mais antigas são os Maios ou Maias, consoante o género, dos bonecos cheios de trapos ou papel de jornal colocados nas ruas, jardins, ou até telhados. Os bonecos são enfeitados durante a noite de 30 de abril para 1 de maio a gosto dos seus executantes, normalmente com flores campestres. Mas também podem ter um caráter crítico ou até satírico. É um elemento de modernidade da antiga tradição romana, que comemorava a primavera e a fecundidade, prestando culto à natureza.
‘Atacar o maio’
Manda a tradição que no primeiro dia do mês se deve ‘Atacar o Maio’. A tradição nada tem de violento, mas antes é extremamente muito saborosa. Devem-se comer figos condimentados com erva-doce ou outros frutos secos. Obrigatório é o copo de aguardente de medronho.
Festas populares
As festas populares são outro ponto importante para festejar este dia. Por diversas aldeias do Algarve, em particular do interior, há festejos tradicionais, com muita animação. E se não houver festa, há de certeza um bailarico em qualquer lado ao som de música popular.
Caracóis
Outra das tradições mais caraterísticas desde dia é um verdadeiro festim para os amantes do petisco: comer caracóis! Por todo o lado, cafés e restaurantes servem estes pequenos seres. Se não gostar, junte-se no convívio!
Piqueniques
Maio é tempo de primavera e de bom tempo. Por isso, este dia é também um momento ideal para fazer piqueniques, normalmente no campo. Prepare a merenda e embrenhe-se nas paisagens campestres do Algarve.



algarveadviser.com

CONSIDERAÇÕES SOBRE A MINHA ALDEIA


A MINHA ALDEIA É O MEU CANTINHO PREFERIDO, A MINHA ORIGEM O MEU ORGULHO.
COSTUMA DIZER-SE QUE A NOSSA ALDEIA É 
SEMPRE A MAIS LINDA !

É UMA FORÇA DE EXPRESSÃO !

REALMENTE HÁ ALDEIAS LINDAS, BEM CUIDADAS PELOS SEUS HABITANTES QUE TÊM BRIO, QUE GOSTAM DE A VER BONITA E NÃO DELEGAM EM NINGUÉM ESSA TAREFA.

CERTO QUE O PODER CENTRAL, AS CÂMARAS MUNICIPAIS AS JUNTAS DE FREGUESIA, AS ASSOCIAÇÕES, TÊM RESPONSABILIDADES NO PRESERVAR E NÃO PERMITIR QUE SE DESCARACTERIZEM E SE PRESERVEM DETERMINADOS PATRIMÓNIOS CULTURAIS E FÍSICOS, OU SEJA A ESTRUTURA ARQUITECTÓNICA DOS IMÓVEIS, DAS PAISAGENS ETC.

ATÉ OS PARTIDOS SE DEVIAM PREOCUPAR MAIS COM ISSO ATRAVÉS DAS SUAS VARIANTES DE SENSIBILIDADE ECOLÓGICA E CONTRIBUÍREM PARA A SENSIBILIZAÇÃO DOS FREGUESES E MUNÍCIPES NO SENTIDO DE TORNAR A NOSSA TERRA MAIS ACOLHEDORA, MAIS ATRACTIVA E LOGO MAIS PROCURADA POR VISITANTES E TURISTAS QUE SÃO UMA MAIS VALIA EM QUALQUER LUGAR.

HÁ QUEM SÓ SAIBA RECLAMAR E EM NADA CONTRIBUIR PARA QUE O LOCAL ONDE VIVE SE TORNE AGRADÁVEL PARA QUEM NELE VIVE E PARA QUEM O VISITA.

NINGUÉM INVESTE E TODA A GENTE RECLAMA.

O LUCRO, O NEGÓCIO, COMPORTA ATITUDES E TOMADAS DE POSIÇÃO POR PARTE DE QUEM GANHA A VIDA COM O SEU ESTABELECIMENTO, A SUA FIRMA, E AO PARTICIPAR, AO APOIAR, MELHORAMENTOS NA TERRA ONDE SE ESTÁ ESTABELECIDO, ESTÁ A INVESTIR NO SEU PRÓPRIO NEGÓCIO.

A VIDA NÃO ESTÁ FÁCIL É CERTO ! AS POLÍTICAS NEO LIBERAIS DA GOVERNAÇÃO TÊM DESTRUÍDO POSTOS DE TRABALHO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS, E O COMÉRCIO TRADICIONAL, ENFRAQUECENDO ASSIM OS PEQUENOS COMERCIANTES E DESTRUINDO A SUA CAPACIDADE DE PODEREM COLABORAR E MELHORAR A SUA TERRA. ISTO TAMBÉM É VERDADE !

TAMBÉM NÃO PODEMOS IGNORAR OS QUE NÃO SE PREOCUPARAM NUNCA NA MELHORIA DA SUA TERRA E SÓ VEÊM O SEU UMBIGO FAZENDO MUITAS DAS VEZES CRÍTICAS INFUNDADAS E SEM NEXO AOS QUE AINDA LUTAM E TENTAM MUDAR O RUMO DAS COISAS.

António Garrochinho

FINALMENTE....



FINALMENTE…
As escolas portuguesas começam a reagir no sentido da desmistificação da história que tem perdurado até aos nossos dias.
O 25 de Abril de 1974 não foi suficiente, por não ter em si garantido a maturidade em termos de consciência histórica, para se fazer essa desmistificação e isso prolonga o sopro da superestrutura doutrinária e ideológica do Estado Novo até aos nossos dias, em Portugal.
Este exemplo salutar que se cita, é ainda um caso isolado e não há esforços oficiais no sentido da desmistificação.
No meu entender há outro tema que se deveria associar, respondendo a uma pertinente questão; por que razão Portugal não integrou o pelotão dos europeus que foram realizando, no todo ou em parte, a Revolução Industrial e hoje realizam a nova Revolução Tecnológica!?
Os portugueses estão ainda condicionados ao “diktat” estruturalista, doutrinário e ideológico conforme ao “Le Cercle” e aos vocacionados interesses de vassalagem do quadro da NATO : a “civilização cristã ocidental” tem de responder à “ameaça comunista”, (hoje também ao “terrorismo islâmico” conforme por exemplo a interpretação de Donald Trump), por que antes havia a “missão civilizadora” em relação ao resto do mundo, um termo que escondeu a escravatura e o colonialismo, em todos os seus processos abertos ou camuflados, desde então.
Quer dizer: é ainda muito útil a doutrina e a ideologia que animava o Estado Novo, que foi um dos estados fundadores da NATO, pois isso é determinante no papel de Portugal hoje, em especial no papel de ambiguidade redundante duma vassalagem ideológica, económica e sócio-política que não teve fim!
Por isso é para mim tão necessário a todos nós, seres humanos, avaliar o impacto da revolução escrava no Haiti, a primeira revolução que levou à independência daquele país na América Latina, bem como os seus reflexos, inclusive na revolução cubana.
É importante a esse respeito ler-se Eduardo Galeano!
Fazer essa avaliação é ganhar consciência dum imenso resgate que há que realizar, de forma a lutar contra o subdesenvolvimento que, nos dois lados do Atlântico e particularmente na América Latina e em África, a hegemonia unipolar está a procurar, a todo o transe, manter a fim de garantir a exploração barata de matérias-primas, em relação às quais é determinante quanto aos preços praticados, o que por si justifica a “internacionalização” do dólar e das outras moedas fortes do cabaz essencial que compõe essa hegemonia (“As veias abertas”…).
Colectiva ou individualmente há que pagar uma dívida histórica, conforme uma ideia de carácter humanístico e geoestratégico de Fidel… quantos fazem a sua parte?
Posso responder: enquanto houver essa “internacionalização” forçada do cabaz de “moedas fortes ocidentais” (é também por causa disso que existem o Bilderberg, a Trilateral e o “Le Cercle”), a humanidade estará a ser orientada para a vertigem dum desequilíbrio que é fruto do poder dominante da aristocracia financeira mundial, os tais 1% que a todo o custo e à custa dos outros 99%, procuram dominar da forma mais perversa que é possível, por via do capitalismo neoliberal!
Assim à maior parte da humanidade, continua a ser negada a desmistificação da história, para que ela não seja partícipe na luta contra o subdesenvolvimento e por isso não seja possível à maioria ganhar consciência da ética e da moral que essa luta impõe ao homem como parte integrante do caminho certo entre as trevas!
Alógica com sentido de vida é de facto esse caminho e não o reconhecer nas suas implicações essenciais, é corresponder ao domínio da hegemonia unipolar e dar continuidade à maior das vassalagens.
Martinho Júnior.
Luanda, 4 de Maio de 2017.
Portugal | PASSADO COLONIAL: “NÃO SABEMOS O LADO VERDADEIRO DA NOSSA HISTÓRIA”
O que sabem os portugueses do passado colonial português? Conhecem a importância de Portugal na escravatura e no tráfico de negros e quando acabou realmente com eles? Têm ideia do que sucedeu a seguir, e do papel do racismo no nosso colonialismo? Houve leis racistas em Portugal? Até quando? Que se aprende sobre tudo isto na escola?
Cena 1. Tempo: 2008. Lugar: sala de aula numa universidade em Inglaterra. Personagens: alunos da disciplina Race, Gender and Representation (Raça, Género e Representação), um dos quais é português. O tema do dia é a escravatura. A professora (inglesa) mostra uma imagem com a cronologia da escravatura onde se lê: "1441 - Portugueses iniciam o comércio de escravos africanos". O aluno português fica a olhar para aquilo. "Eu não sabia. Era o único português naquela sala e o único a não conhecer a história do seu país. Aquela era uma data que nunca me tinham ensinado na escola. Sabia que os portugueses não eram inocentes em relação a um dos crimes mais horríveis da história, mas só me lembrava que o que me tinham dito nas aulas era que os portugueses tinham sido os primeiros a acabar com a escravatura."
A fala faz parte de uma peça de teatro, Passa-Porte, a segunda de uma trilogia, construída a partir de testemunhos, sobre o fim do colonialismo português, iniciada com Portugal não é um país pequeno (a partir da experiência dos chamados "retornados") e cuja última parte, Libertação, será levada à cena no final deste ano. Mas é também uma história verdadeira, ocorrida com o autor da trilogia, o dramaturgo e encenador André Amálio, 40 anos, numa aula no âmbito do seu doutoramento em teatro documental.
Uma revelação da qual ainda fala com assombro: "Foi avassalador, porque foi ali que percebi que tinha sido Portugal a iniciar o tráfico de escravos africanos para a Europa. Todo o meu percurso escolar foi feito no pós-25 de Abril mas nunca falámos realmente da escravatura. Falava-se sempre dos descobrimentos e depois saltava-se para termos sido os pioneiros a aboli-la. Nunca se falava do trabalho forçado imposto aos africanos e que existiu até aos anos 60, nunca se falava de racismo e do estatuto legal do racismo que é o Estatuto do Indigenato [exarado em 1926 e em vigor, com alterações, até 1961 - ano do início da guerra colonial]. Só tive conhecimento disso tudo quando comecei a investigar para este trabalho. Porque o pós-25 de Abril não foi capaz de deitar abaixo uma série de ideias relacionadas com o colonialismo português. Manteve-se o discurso vigente na ditadura, o da glorificação, do luso-tropicalismo, do dogma de que somos incapazes de ser racistas, que nos misturávamos, que o nosso colonialismo foi melhor que os dos outros."
"Fomos dos primeiros a abolir"
Cena 2. Tempo: 24 de abril de 2017. Lugar: Liceu Camões, Lisboa. Personagens: Cecília Cunha, professora de História, 58 anos; oito alunos do 12.º ano, de História A (área de humanísticas) - Magda Tomás, Bernardo Gouveia, Tomé Mendonça, Marta Sanches, Frederica Colaço e Tomás Candeias, de 17 anos, e Inês Proença e Tomé Mendonça, de 18.
A ideia é perceber o que é que, a um período de acabarem o secundário, os estudantes retiveram sobre o período colonial. Por exemplo: quando é que Portugal aboliu a escravatura? "Demos isso há pouco tempo", diz Magda. Bernardo ajuda: "Sim, falámos do triângulo do comércio entre Portugal, África e Brasil. Acho que a escravatura foi abolida em 1756. Não foi?" À resposta negativa, Magda justifica: "Não tenho uma ideia muito fixa sobre isso, porque nunca pensei muito no assunto." Bernardo: "Quando se fala de escravatura nesta parte do império colonial fala-se sempre com o pretexto de Portugal ter sido dos primeiros a abolir. É a ideia que nos dão." Tomás concorda: "Sei que Portugal foi um dos primeiros a abolir, um dos pioneiros."
A professora intervém: "Há aqui muito o protagonismo do professor. Lembram-se de que quando vos apresentei o infante D. Henrique, falei dele também como inaugurador do tráfico de escravos? Mas isso depende muito do professor, não é algo que esteja adstrito ao programa. Eles fixam muito as linhas de força dos manuais, é normal. Depende depois muito do professor o querer ou não desenvolver." Frederica: "Fiz um trabalho sobre isso no ano passado. Portugal aboliu em 1879. Não foi dos primeiros da Europa, mas foi um dos primeiros." Tomé: "Portugal foi dos primeiros a abolir mas não aboliu na totalidade, foi muito mais lenta a abolição nos territórios ultramarinos, até porque se manteve muito tempo a discriminação dos povos indígenas. Até porque até à queda do Estado Novo houve racismo em Portugal. E ainda existe. Não é uma coisa que irá desaparecer tão depressa, porque países tão desenvolvidos ou mais que nós também têm. É o egoísmo puro e duro do ser humano." Bernardo reflete: "Pois, tinha a ideia errada. Na minha opinião os livros de história são posicionados para parecer que somos os maiores. As guerras que perdemos são muito menos que as guerras que ganhámos... É tudo feito para ficarmos bem na fotografia."
"Os ex-escravos passaram a cidadãos"
A professora suspira: "É espantoso como o mito se impõe. Eles aderiram à versão mitificada da história. Sou professora deles, não insisti muito na data de 1761, só falei do marquês de Pombal... Estou surpreendida."
De facto o marquês de Pombal publicou em 1761 um decreto a abolir a escravatura, mas apenas em Portugal continental - e mesmo assim não completamente, já que há evidência de que no início do século XIX ainda havia escravos em Lisboa. Nas colónias, porém, esta só é formalmente abolida em 1869, mais de um século depois. E a seguir à abolição, que sucedeu aos ex-escravos? Com que ideia ficaram estes alunos sobre o estatuto dos negros, dos chamados indígenas, nas colónias, durante o século XX? Tomás adianta-se: "Então, a partir do momento em que a escravatura foi abolida deram-lhes o estatuto igual aos das outras pessoas. Ou se calhar passado algum tempo, aos poucos, os negros foram sendo integrados na sociedade como cidadãos normais. Embora com as discriminações que ainda hoje acontecem mas sem o papel de escravo."
Tomé discorda. "Não, os indígenas não eram cidadãos como os outros. Em 1930 sai o Ato Colonial [que criava a ideia de Império Colonial Português e estabelecia a relação entre a chamada "metrópole" e as colónias, incluindo o estatuto dos intitulados "indígenas"] que é uma legislação do Estado Novo que demonstra três classes separadas de pessoas: havia os indígenas que eram os que não tinham os costumes portugueses, cristãos, civilizados, e havia os assimilados, que eram os negros ou os indianos que podiam usufruir de uma cidadania, não diria em pleno, mas podiam movimentar-se na sociedade colonial e mesmo na metrópole. E depois havia os cidadãos de pleno direito, "brancos"." E que previa o Ato Colonial para os "indígenas"? "Que não tinham cidadania portuguesa, não tinham os direitos de um português. Acho que o indígena basicamente era a escumalha da sociedade colonial. Como não eram cidadãos portugueses não tinham direitos. Era possível então o trabalho forçado..."
Precisamente: o que foi o trabalho forçado? Bernardo: "Isso é um bocadinho adjacente à escravatura, não é?" Magda: "É a mesma coisa." Mas sabem o que era? "Se calhar obrigavam as pessoas a trabalhar sem remuneração. É a ideia que tenho." Portanto escravatura e trabalho forçado são o mesmo? Bernardo: "A ideia pode não ser bem essa. Nem toda a escravatura é trabalho forçado mas todo o trabalho forçado é escravatura." Magda: "Sob designações diferentes querem dizer o mesmo." Tomé: "O trabalho forçado é igual à escravatura no sentido humano da coisa. É a escravatura legalizada. Acho que trabalhar sem remuneração..." Atenção, havia remuneração, pelo menos em teoria. Chama-se trabalho forçado porque eram forçados a trabalhar. Não tinham o direito de recusar trabalho; recusar era crime.
"Acho que cruzamos esses dois conceitos porque eu pelo menos tenho a ideia de que o trabalho forçado é caminho andado para a escravatura", raciocina Marta. É interessante, comenta a professora, "este juízo que vocês fazem, ao assimilar as duas ideias". Frederica intervém para contextualizar a noção: "Sim, mas a escravatura é um estatuto fixo para pessoas que nem sequer eram consideradas cidadãos de um país. O trabalho forçado, por muito que em termos humanos seja comparável à escravatura, acaba por ser diferente porque estende-se a cidadãos do país [na verdade, à época, súbditos] - por exemplo o convento de Mafra foi construído por trabalhadores forçados. Não eram escravos, mas foram forçados a fazer aquilo. A remuneração, no trabalho forçado, é como que a desculpa para não lhe chamar escravatura." Pensativa, Marta tenta um paralelismo: "Mas há uma forma mesmo por razões humanas, de trabalho forçado. Por exemplo ter filhos em casa e ter de trabalhar se não quero que algo de mal lhes aconteça."
Não haverá uma diferença enorme entre ter a responsabilidade de trabalhar e haver uma lei que diz que pela natureza que se tem - no caso, ser "indígena" - não se pode decidir o que se faz na vida, funcionando o Estado, nos termos da lei, como recrutador e capataz? Marta concorda: é diferente. E para a pessoa será melhor o quê, ser escravo ou trabalhador forçado? O segundo, acha ela: "No trabalho forçado ainda recebe alguma coisa por pouca que seja." Tomás corrobora: "O fator decisivo entre escolher a escravatura e o trabalho forçado são os direitos. Que embora poucos e oprimidos que são no trabalho forçado, são alguns. Na escravatura não há nenhuns." Já Bernardo tem dúvidas - "Mas esses são os direitos que obrigam o trabalhador a trabalhar forçadamente. O direito de viver é oprimido pela obrigação de trabalhar."
Façamos então a mesma pergunta ao contrário: para quem tem o escravo ou o trabalhador forçado a trabalhar, é mais vantajoso o primeiro ou o segundo? Respondem em coro: "Ter escravos." Magda: "A questão é sempre o dinheiro." Mas tendo um escravo, se não é preciso pagar, é preciso alimentá-lo, mantê-lo. O que é que se trata melhor, algo que se tem, que é nossa propriedade, ou algo que nos emprestam? Bernardo: "Uma pessoa que tem uma coisa que é uma pessoa nunca a vai tratar muito bem."
"É quase um branqueamento"
Cena 3. Tempo: 1947. Local: Assembleia Nacional (assembleia de deputados do Estado Novo), reunida à porta fechada. Personagens: deputados e Henrique Galvão, inspetor-chefe da Administração Colonial. Este apresenta um relatório choque em que narra a realidade do trabalho forçado: "Os colonos solicitavam por escrito à Repartição de Assuntos Indígenas os fornecimentos de mão-de-obra sem qualquer espécie de pudor. A palavra "fornecimento" aplicava-se, indistintamente, a mercadorias ou homens. A ideia de que o nativo era apenas uma besta de carga era ainda a dominante; a indiferença pela saúde física e moral dos trabalhadores era evidente. (...) Ao patrão pouco importava que ele caísse doente ou morresse, desde que trabalhasse duro enquanto vivesse. (...) Quando um trabalhador ficasse incapacitado ou morresse, tudo o que o patrão tinha a fazer era pedir que lhe fornecesse outro trabalhador. (...) Só os mortos estavam realmente isentos do trabalho forçado." E prosseguia: "A mortalidade infantil atingia a percentagem de 60%. O índice de mortalidade era de 40%, mesmo entre os trabalhadores na plenitude da vida. As figuras era mudas, estáticas. Não gritavam, não falavam de dor. Era preciso ver com os próprios olhos, era preciso encorajar até aqueles que queriam ver."
O relatório de Galvão, que seria preso pela PIDE em 1952, surge dois anos depois do final da Segunda Guerra Mundial. Difícil não estabelecer o paralelismo entre o panorama que descreve e os pavores do trabalho escravo de judeus e restantes vítimas do nazismo, que acabavam de ser revelados ao mundo como crimes contra a humanidade e estavam em julgamento, à época, em Nuremberga.
Mas ao longo de toda a primeira metade do século XX e apesar de a lei prever pena de prisão e multa para quem comparasse o trabalho forçado à escravatura, houve sempre quem, mesmo em plena ditadura, tivesse a coragem de denunciar. Algumas publicações, nomeadamente o jornal moçambicano O Brado Africano, fizeram-no com notável denodo. Estas informações não passavam despercebidas a nível internacional: quer no âmbito da Sociedade das Nações (que precede a ONU) quer na Organização Internacional do Trabalho, as leis e as práticas portuguesas sobre trabalho forçado foram muito questionadas e atacadas, assim como as de outros países onde este existia. Em 1930, a convenção da OIT sobre o Trabalho Forçado ou Obrigatório acordava em interditá-lo e dava aos países signatários, entre os quais se contava Portugal, cinco anos para o extinguir. Mas Portugal só ratificaria a convenção em 1956 e esta só entraria na ordem jurídica interna em 1957, a três anos do início da guerra colonial.
Na sala do Liceu Camões, nenhum dos alunos do 12.º ano ouviu falar de Henrique Galvão e do seu relatório, ou da convenção da OIT. No programa de História A do 10.º ao 12.º anos em vigor - e que é o mesmo desde 2002 - não há referências ao trabalho forçado. Aliás, é notória a ausência à palavra racismo: na parte relativa à primeira metade do século XX, os conceitos e noções incluem "totalitarismo, fascismo, nazismo, corporativismo, antissemitismo, genocídio e propaganda". Quanto à "luta pelos direitos humanos" referem-se como exemplos Luther King, no caso da luta pela independência das colónias Leopold Senghor e Amílcar Cabral.
A professora Cecília Cunha confirma: "Fala-se da escravatura e do racismo em relação ao século XIX, e mesmo aí a tónica vai mais para as aquisições humanitárias, com Portugal a surgir como exceção no sentido das leis. A questão do trabalho forçado não é muito falada, nem a do estatuto do indígena. E de facto ao conceito de racismo associado ao colonialismo do século XX não está lá em lado nenhum. É verdade que há uma questão prática: o programa é muito grande e não há tempo para tudo, mas a ideia que resulta pode ser a de Portugal como entidade integradora, de um colonialismo suave. É quase um branqueamento. É uma coisa estranha e ao mesmo tempo interessante."
Esta perspetiva de Cecília Cunha, confirmada pelo trabalho das investigadoras Marta Araújo e Sílvia Maeso sobre os manuais escolares [ver texto nestas páginas], não é no entanto acompanhada pela sua colega Ana Cláudia Vicente, de 39 anos, professora de História desde 2000 no básico e secundário e atualmente a lecionar numa escola privada. "A experiência que tenho é de que se fala do trabalho forçado. Não creio que haja algum aluno que saia a pensar que a escravatura acabou por decreto, como nada acaba por decreto. Eles também estudam a longa duração, as desigualdades." Chama também a atenção para o facto de o conceito de racismo fazer parte dos relacionados, no programa do 9.º ano, com o enquadramento do limiar do século XX, juntamente com o colonialismo. "Estamos a falar num quadro de abordagem necessariamente muito sintético e falamos da escravatura sobretudo no período moderno. Mas a matriz com que trabalhamos permite a cada professor fazer uma abordagem adequada."
"Raios parta os pretos"
Cena 4. Tempo: 2017. Local: de novo o liceu Camões. Personagens: os mesmos da Cena 2. Fala o Bernardo: "Se calhar com estas perguntas estamos a encarar estas coisas com outros olhos que não tínhamos antes. E talvez fosse bom que quando se está a realizar o programa de história dar-se uma ênfase maior ao fator humanitário. E é importante mostrar que não é tudo perfeito e não fomos os maiores do mundo. Porque essa é a ideia com que se fica muitas vezes." Tomé ri: "Portugal não é um grande país a preservar memórias, sinceramente." Ao contrário, lembra Magda, de outros: "Fui a Berlim e a primeira coisa que comentei com o meu pai é que apesar do horror do que os alemães fizeram eles utilizam aquilo. O que mais existe lá são museus sobre o holocausto. É uma coisa que eles têm, preservar aquilo que aconteceu. Bom ou mau faz parte da história e as pessoas têm de aceitar. E Portugal tem isso em falta." Inês tenta contextualizar: "É preciso lembrar que se vivia sob um regime autoritário, repressivo, que escondia e tentava mudar a maneira como os portugueses viam as coisas e como eram vistas lá de fora."
Certo. Mas passaram 43 anos. Não é tempo suficiente? Talvez não, acha Marta. "Há muita gente que viveu grande parte da sua vida sob a censura. Se calhar não os que fazem o programa de história, mas muita gente. E há certas ideias que permanecem." Há quem dê um exemplo, pedindo para não ser identificado: "Passei a Páscoa com os meus avós e falei sobre amigos meus e a minha avó disse "Ah, não te atrevas a casar com um preto, não me tragas coisas dessas para aqui.""
Quase todos têm coisas parecidas para contar. A do Bernardo ocorreu num autocarro: "Houve uma senhora negra que se quis sentar. E estava um senhor branco ao lado que se sentiu muito incomodado por ela se sentar porque lhe tinha tocado. E saiu do autocarro a gritar "Raios parta os pretos que vieram para aqui e roubaram-me tudo." E eu assisti a isto. Isto existir ainda hoje, pessoas como nós, da nossa idade, terem acesso a isto é tão triste como as coisas de que estamos a falar aqui."
Está na altura das conclusões. Esta, por exemplo, da Frederica: "A história foi o que nos trouxe até aqui e temos de a conhecer, porque ajuda-nos a perceber quem somos." Marta concorda: "Há uma grande vontade de esconder as coisas como elas realmente foram. Olhando para o manual do 12.º ano, mesmo em relação ao nazismo não tem nada por-aí-além. Daí que quando a professora mostrou o documentário sobre os campos de concentração aquilo foi um choque tremendo e foi bem dado. Temos da guerra colonial a ideia de que foram todos muito selvagens tanto de um lado como do outro, mas do império colonial o que nos vem à cabeça é a imagem do mapa e da Europa a dizer "Portugal não é um país pequeno". Do 25 de Abril sabemos todos os pormenores, falamos de tudo e mais alguma coisa. Mas da guerra colonial só nos dão a ideia geral. Nós temos 12 anos de escolaridade obrigatória. E pelo menos num desses anos, no último, devemos aproveitar a oportunidade para nos educarmos sobre certos assuntos que não são falados em mais lado nenhum, porque ainda são tabu. Não sabemos o lado verdadeiro das coisas, o lado verdadeiro da nossa história."
Fernanda Câncio | Diário de Notícias