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segunda-feira, 10 de julho de 2017

PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO.


DERROTAR A DIREITA, AS SUAS POLÍTICAS QUE NOS TROUXERAM À SITUAÇÃO DE RUÍNA EM QUE VIVEMOS É O OBJECTIVO PRINCIPAL DOS PORTUGUESES E PORTUGUESAS EXPLORADOS, SEM TRABALHO, SEM SAÚDE, SEM EDUCAÇÃO OU HABITAÇÃO.

LUTAR, AGIR PARA QUE ESSA CORJA DE CRIMINOSOS NÃO VOLTEM A GOVERNAR ESTE PAÍS É O OBJECTIVO DE QUALQUER CIDADÃO OU CIDADÃ QUE AME O SEU PAÍS E A SUA GENTE.

TEMOS QUE AGIR, QUE VIR PARA A RUA, QUE ESCLARECER, QUE UNIR NAS FÁBRICAS, EMPRESAS, NOS LOCAIS DE TRABALHO QUE AINDA RESTAM, PARA QUE NUNCA MAIS SE REPITA TAL DESGOVERNAÇÃO QUE NOS EMPOBRECEU E QUE VAI LEVAR TEMPO ATÉ QUE QUE CONSIGAMOS VIVER COM TRABALHO E DIGNIDADE.

PARA ISSO NÃO PODEMOS TAMBÉM ESQUECER QUE O NEO LIBERALISMO/FASCISTA QUE NOS PENALIZOU A VIDA DURANTE QUATRO DÉCADAS TEM MUITOS RESPONSÁVEIS.

A LUTA É CONTRA OS QUE TEIMAM ENTREGAR O NOSSO PAÍS À INICIATIVA PRIVADA, ÀS MULTINACIONAIS, AO GRANDE CAPITAL NACIONAL E ESTRANGEIRO.

OS NOSSOS ALGOZES CONTINUAM POR CÁ E ESPERAM, ESPREITAM, TODAS AS OPORTUNIDADES PARA REGRESSAREM ÀS SUAS POLÍTICAS DE MISÉRIA E AUSTERIDADE. O PS/PSD/CDS CONTINUAM FIÉIS AOS SEUS PATRÕES, O CAPITAL.

VAMOS ABRIR A PESTANA E TOMAR RUMO.

António Garrochinho

O “PENTAVIRATO” DE TANCOS E AS VIRTUDES PERIGOSAS, por David Martelo, Coronel do Exército Reformado


Na guerra, o moral está
para o físico como três para um.



Napoleão Bonaparte


Após longos anos de debate nacional sobre economia e finanças públicas, o desaparecimento de diversas munições, explosivos e outros artefactos militares do Paiol de
Tancos veio trazer para a ribalta mediática a situação das Forças Armadas (FA). 
E, como esse debate nunca é feito com seriedade – isto é, na ausência de qualquer acontecimento anómalo –,
a falta de qualidade das intervenções tem sido inevitável. É que a inconveniente raridade com que o tema FA emerge no primeiro plano do debate nacional faz com que os próprios
comentadores não-militares tenham notórias dificuldades em analisar com rigor tudo aquilo que desagua nos noticiários. 
Ainda há poucos dias, num Telejornal da SIC, o jornalista de
serviço perguntava ao tenente-general Leonel de Carvalho se os responsáveis militares pelo sucedido em Tancos, depois de concluídas as averiguações, seriam despedidos. 
Sim,despedidos, sem aspas.
Felizmente, ainda há jornalistas que, podendo não ser muito conhecedores do funcionamento das FA, utilizam a inteligência e os seus conhecimentos profissionais para
porem em evidência o grau de desinvestimento a que, desde há muitos anos, os sucessivos governos têm sujeitado o aparelho militar nacional. Foi, justamente, o que fez Marco Capitão Ferreira, no Expresso on-line de 5 de Julho, quando afirmou:
"Se a dotação orçamental da Defesa Nacional tivesse acompanhado o movimento da despesa total do Estado, no período compreendido entre 1997 e 2011 (sim, mesmo antes do resgate a que estivemos sujeitos), esta teria atingido em 2011 um valor próximo dos 4,5 MME em vez dos cerca de 2 MME efectivamente realizados".

Essas restrições financeiras foram provocando, nas fileiras, uma espécie de luta pela sobrevivência, que, desde o início da década de 1990, se expressava publicamente em discursos de Dia da Unidade/Estabelecimento/Órgão. Nessas ocasiões, era raro o Comandante/Director/Chefe que deixava de inserir na sua alocução às tropas uma frase deste género: “apesar das sensíveis restrições orçamentais, não deixámos de cumprir a missão”. 
É claro que essas proclamações expressavam a virtuosa mentalidade castrense de resistir aos infortúnios da época, ao mesmo tempo que davam lustro ao seu próprio desempenho.
Mas dessa virtuosa postura retirava o Poder Político uma perversa conclusão: “podemos ir cortando, que eles cumprem na mesma a missão”.
Como tudo tem limites, a certo ponto, a necessidade de satisfazer prioritariamente os compromissos internacionais – onde se expunha a Bandeira e o prestígio da Pátria – criou a
péssima necessidade de deixar arruinar muitos aspectos das actividades de guarnição,nomeadamente o cuidado com instalações e o funcionamento de órgãos sem carácter
operacional. Tudo isto, naturalmente, à custa de graves perdas ao nível do MORAL dos militares. 
De recuo em recuo, foi-se mesmo ao ponto de deixar de cumprir aspectos doutrinários fundamentais.
Foi o que sucedeu – assim parece, pelo menos, com os dados de que dispomos nesta data – no que respeita à segurança dos Paióis de Tancos. Como é do conhecimento público, o general Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), horas depois de se ter tido conhecimento
do furto de material de guerra, deu notícia da exoneração de 5 comandantes de unidade. 
Aos 2 olhos dos nossos comentadores civis parece ter escapado o essencial da notícia: eram 5 –
responsáveis – 5 ! Como no dia anterior o líder da oposição tinha gritado “então e ninguém é demitido!”, foi fácil concluir que a demissão dos “cinco” era uma resposta política... e das boas. Mas escapou-lhes o principal. Alguns militares na reserva ou na reforma que foram entrevistados nos últimos dias afloraram a questão de haver “cinco” responsáveis, estranhando o inusitado da medida, mas contiveram-se piedosamente, pois havia algo mais a dizer. É que,
na verdade, estamos perante a violação de um dos mais sagrados princípios da arte da guerra –
o Princípio da Unidade de Comando.1

De facto – com os elementos até agora disponíveis –, a decisão do CEME permite deduzir que a segurança dos paióis estava entregue a uma espécie de “pentavirato” de oficiais superiores, um deles com sede em Tomar! Como se trata, claramente, de uma irregularidade doutrinária no capítulo das estruturas de Comando, só a podemos entender como MEDIDA DE EMERGÊNCIA. E, se assim for, importa saber de quem foi a decisão e qual a justificação para a mesma. 

Talvez possamos, então, saber se, efectivamente, o fiasco de Tancos se deveu,unicamente, ao desleixo apontado pelo general CEME.


David Martelo – 08-06-2017

A CANGA

JÁ NEM SEQUER SE DÃO AO TRABALHO DE SER CRIATIVOS MESMO MENTINDO.


A TÉCNICA, A ESTRATÉGIA É A DA PERSUASÃO, A DO QUERO POSSO E MANDO, E A CANGA É ADMINISTRADA CADA VEZ MAIS APERTADA E PESADA SOBRE O ANIMAL SERVIDOR QUE SUFOCA, QUE REFILA, MAS OBEDECE.

A MENTIRA QUOTIDIANA E SISTEMÁTICA É O CHICOTE
PARA A OBEDIÊNCIA.

O REBANHO CRIA FOCOS DE DESOBEDIÊNCIA QUE FACILMENTE SÃO ANULADOS PELO PODER GRANDE E PODERES PEQUENOS QUE NÃO SÃO VÍTIMAS DA AUSTERIDADE E DO MANDO DESUMANO.

E PARA AGRAVO DA SITUAÇÃO É NO SEIO DOS QUE OBEDECEM QUE SURGEM AS MAIORES CONTRADIÇÕES E TRAIÇÕES.

António Garrochinho

REFLEXÕES

A RETÓRICA ESTUDADA E ARMADILHADA SEGUNDO AS CONVENIÊNCIAS, A LÁBIA POLÍTICA ENGANOSA É UM ACESSÓRIO DEGRADANTE E FALSO QUE NÃO DEVE SER USADA NA GOVERNAÇÃO E NA OPOSIÇÃO.

AG

SEM PAPAS NA LÍNGUA


OS QUE NÃO ASSUMEM AS SUAS RESPONSABILIDADES NA GOVERNAÇÃO, OS QUE PREVARICAM, OS QUE NÃO NÃO SÃO HONESTOS, OS QUE TÊM NÓDOAS NO SEU PASSADO POLÍTICO E QUE PREJUDICARAM E PREJUDICAM O POVO PORTUGUÊS DEVERIAM TER-SE DEMITIDO, DEVEM DEMITIR-SE, OU SER DEMITIDOS.

NÃO VALORIZO OU DESVALORIZO AS DEMISSÕES, ESTAS OU OUTRAS, QUE ACONTECERAM NO GOVERNO PS.

O QUE ESTÁ MAL DEVE MUDAR-SE E NÃO PODE HAVER DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS, DOIS CONCEITOS SOBRE O QUE ACONTECEU OU O QUE ACONTECE.

A DIREITA PEDE AGORA A DEMISSÃO DE MINISTROS MAS ENQUANTO GOVERNARAM NEM O MACEDO, NEM PASSOS COELHO, O MIGUEL RELVAS, NEM A ALDRABONA DOS SWAPS M.L.ALBUQUERQUE SE DEMITIRAM.

ESTES E MUITOS OUTROS QUE HÁ QUATRO DÉCADAS USAM E ABUSAM ENQUANTO ENCHEM AS ALGIBEIRAS FICANDO IMPUNES NOS SEUS ATROPELOS À LEI E À CONSTITUIÇÃO.

O RESTO É FOLCLORE DE CONVENIÊNCIA E NÃO HÁ EXPLICAÇÃO OU BRANQUEAMENTO PARA JUSTIFICAR QUEM ROUBA, QUEM NÃO TEM CONDIÇÕES PARA OCUPAR OS LUGARES DE DECISÃO.

António Garrochinho

o elástico

O ELÁSTICO JÁ NÃO DÁ MAIS
NESTAS POLÍTICAS DA PAZ PODRE
ONDE SÓ MEIA DÚZIA DELES TÊM AS ARCAS, O ODRE
ONDE A ILUSÃO DE ESTAR A CAMINHAR PARA A FRENTE NÃO VENCE, NÃO CONVENCE, O RECUO, DE ESTARMOS A ANDAR PARA TRÁS.
António Garrochinho

quem acorrenta

quem acorrenta as asas da ave que voa
amordaça a palavra que soa
acorrenta o homem e a mulher
a metáfora da liberdade só não chega
é livre quem quer, não o que arremeda
se assim o íntegro, o humano, o quiser
António Garrochinho